Sunrunner – Sacred Arts Of Navigation (2022)

O Metal de uma maneira geral sempre nos surpreende com as suas infinitas bandas incríveis, isso desde a vertente tradicional, indo até a música extrema, levando em consideração que no mundo inteiro estão surgindo uma quantidade enorme de grupos sensacionais, lançando excelentes discos e, consequentemente conquistando uma legião de fãs por onde passam, o que é mais do que merecido diga-se de passagem. E em meio a essa quantidade absurda de bandas que vão surgindo no mundo inteiro, existem aquelas que de alguma forma nos chamam a atenção, podendo ser pela sua sonoridade, que é o que acontece bastante, ou por qualquer outro motivo em específico, isso vai depender muito da banda e do ouvinte, obviamente.

E vale ressaltar que, apesar de diversas dessas bandas serem do mesmo estilo, elas conseguem de diferir umas das outras e, isso pode ocorrer em vários fatores, desde a sua sonoridade até as suas temáticas abordadas, uma vez que cada grupo possui a sua própria identidade, então mesmo que executem o mesmo gênero ou algo semelhante, dificilmente você verá uma banda idêntica a outra da mesma vertente, porém há excessões, o que é sempre bom lembrar. Existem aquelas bandas também que em suas músicas elas mesclam dois ou mais estilos, fazendo com que ela mais uma vez se diferencie muito das outras que são do mesmo gênero, visto que o seu som passeia por vários estilos e não fica preso apenas em um.

O Heavy Metal em especial é um estilo bastante comum por flertar com outras vertentes, então para uma banda desse gênero que queira executar uma sonoridade fora do padrão, nada melhor que acrescentar elementos novos em seu som, vide o Progressivo, que não é uma vertente que as bandas desse estilo costuma mesclar, porém em todas as ocasiões que eu ouvi, bandas que fazem essa junção ficaram com sonoridades perfeitas, algo fora da curva e, o melhor, conseguem surpreender o ouvinte e os fãs da banda e do estilo de uma maneira incrível, deixando o público boquiaberto com a tamanha qualidade que as músicas possam ficar ao unir dois estilos distintos, mas ao mesmo tempo similares em alguns pontos. 

O que foi dito nestes três parágrafos descrevem perfeitamente essa banda em questão, principalmente pelo fato da mesma ser de Heavy Metal, mas  o seu som mesclar com o Progressivo e, o resultado dessa união não poderia ser outro, a não ser uma sonoridade espetacular, tendo em vista que a qualidade de suas músicas são fascinantes, além de possuírem um feeling magistral e uma atmosfera extraordinária. O grupo em questão já possui um certo tempo em atividade, uma vez que fazem mais de 10 anos que a banda está ativa, além de já ter lançado vários registros em sua discografia, sendo esse o seu trabalho mais recente.

A banda a qual eu estou me referindo se chama Sunrunner, é oriunda dos Estados Unidos, foi formada em 2008, está ativa e, nesses 14 anos de carreira a banda americana já lançou diversos materiais, dentre eles estão, dois ep’s, cinco full-lenghts, e um álbum ao vivo lançado em 2019 sob o nome de “Forever Nights –
Official Bootleg Europe 2018”. Em 2018, ano esse em que a banda americana lançava o seu quarto disco de estúdio, “Ancient Arts Of Survival”, marcava também o início de uma era, visto que teve a entrada do vocalista brasileiro, Bruno Neves, a qual trouxe uma roupagem nova pra banda com os seus excelentes vocais.

Esse em questão se trata do trabalho mais recente do grupo americano, foi lançado recentemente. “Sacred Arts Of Navigation” foi gravado em Portland, Maine, EUA, com vocais gravados aqui no Brasil no Stone Studio em Frutal/MG. Uma curiosidade é que, o álbum foi produzido e indicado ao Grammy pelo produtor Marcus Jidell, que inclusive já trabalhou com o Candlemass também. Esse novo álbum é uma espécie de continuação do álbum anterior, apesar dele ser temático, não chega a ser conceitual, nas músicas a banda abordam um futuro mundo de tecnologia com
a reintrodução de antigas habilidades de sobrevivência.

Em relação a sonoridade, é como foi dito acima, a banda mescla em suas músicas um pouco de Heavy Metal, um pouco de Metal Progressivo, e até mesmo de Power Metal em algumas passagens também, além de nuances acústicas, e alguns elementos de jazz aqui e ali também, criando assim um som único, interessante e, ao mesmo tempo bastante cativante para o ouvinte, além é claro, de poder agradar os fãs destes três estilos. O instrumental é impecável, o mesmo passa por algumas mudanças de andamentos, sendo que oras ele é um pouco mais rápido, enquanto em outros momentos há um lado mais coeso e cadenciado aqui e acolá. As linhas das guitarras são fantásticas, as mesmas possuem riffs bem elaborados e melodias espetaculares, além de solos fascinantes, a qual contém um feeling magnífico.

A cozinha também não fica para trás, a mesma soube equilibrar bem esse lado com partes mais rápidas e de certa forma “agressivas”, aliado a um lado bastante técnico, coeso, e cadenciado, fazendo com que o resultado final ficasse simplesmente incrível, uma vez que a sonoridade não se torna enjoativa ou maçante para o ouvinte em momento algum, muito pelo contrário, tudo aqui foi feito minuciosamente, tudo pensando nos mínimos detalhes com músicos super talentosos. A linha do baixo alterna entre partes mais graves, porém outros momentos há a presença de um lado mais harmônico, já na linha da bateria ocorre algo semelhante, visto que a mesma também possui passagens um pouco mais rápidas, enquanto em outras partes estão bem técnicas, por fim os vocais, os mesmos alternam entre vocais limpos, agudos, bem afinados, mas aqui e acolá há a presença de um vocal com um timbre um pouco grave.

Aos apreciadores de Heavy Metal e Metal Progressivo, mas que por acaso ainda não conhecem essa banda, eu recomendo que ouçam esse álbum, provavelmente vocês irão gostar bastante.

Faixas:

1. The Launch
2. Promise Of Gold
3. Faraway Worlds
4. Invisible Demon Of Ideology
5. Where Is My Home
6. Acadia Morning Ride
7. Obstacle Illusion
8. Dragonship
9. Last Night In Tulum
10. No Mess, No Magic
11. Navigating The Apocalypse

Formação:

Joe Martignetti (guitarra e backing vocals)
Ted MacInnes (bateria e backing vocals)
Bruno Neves (vocal)
David Joy (baixo e backing vocals)
Frank Navarro (baixo)

Redigido Por Marconi Silva.

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